Ela concluiu descrevendo minha ultima batalha, como eu morri defendo a Lissa.
Isso na verdade não me assustou tanto. Tipo, não me entenda errado. Tudo acontecendo nesse sonho era completamente louco. Mas, razoavelmente falando, se eu estivesse mesmo assistindo meu próprio funeral, faria sentido que tivesse morrido protegendo a Lissa.
Lissa não achava o mesmo que eu. essas noticias foram um tapa em sua cara. De repente ela ficou com um súbito vazio em seu peito, como se umaparte dela tivesse ido embora. O laço só funcionava de um lado, ainda que Robert tenha jurado que perder seu parceiro de laço tenha deixado ele em agonia. Lissa entendia isso agora, aquela dor terrivel e solitaria. Ela estava perdendo algo que ela nem sabia que tinha. Lagrimas surgiram em seus olhos.
Isso é um sonho, ela disse para ela mesma. Isso é tudo. Mas ela nunca tece um sonho de espirito como esse. Suas experiencias tinham sido sempre com Adrian, e os sonhos tinham sido parecidos com telefonemas.
Quando as pessoas dispersaram do cemitério, ela sentiu uma mão em seu ombro. Christian. Ela se jogou gratamente em seus braços, tentando muito segurar seus soluços. Ele parecia real e sólido. Seguro. "Como isso aconteceu?" ela perguntou. "Como isso pode ter acontecido?"
Christian a soltou, seus olhos de um azul cristal mais sérios e tristes como ela nunca tinha visto. "Você sabe como. Aqueles Strigois estavam tentando matar você. Ela se sacrificou para salvar você."
Lissa não conseguia se lembrar disso, mas não importava. "Eu não posso...eu não posso acreditar que isso esteja acontecendo." Aquele agonizante vazio crescendo dentro dela.
"Eu tenho mais péssimas notícias." disse Christian.
Ela o encarou com espanto. "Como isso pode ficar pior?"
"Estou indo embora."
"Indo...o que? Da Corte?"
"Sim. Deixando tudo." a tristeza no rosto dele cresceu. "Deixando você."
Sua mandibula caiu um pouco. "Qual...qual o problema? O que foi que eu fiz?"
"Nada." ele apertou a mão dela e a largou. "Eu amo você. Sempre irei amar você. Mas você é quem você é. Você é a ultima Dragomir. Sempre vai haver algo que você tenha que fazer...eu só fico no seu caminho. Você precisa refazer sua familia. Eu não sou quem você precisa."
"É claro que você é! Você é o único! O único que eu quero construir meu futuro junto."
"Você diz isso agora, mas espere. Há escolhas melhores. Você ouviu a piada do Adrian. 'Pequenos Dragomirs'? Quando você estiver pronta para crianças daqui a alguns anos, você vai precisar de um monte. Os Dragomir precisam ser muitos e sólidos denovo. E eu? Eu não sou responsável o suficiente para lidar com isso."
"Você será um ótimo pai." ela argumentou.
"Yeah", ele zombou. "E eu vou ser uma grande posse para você também - a princesa casada com o cara da Familia de Strigois."
"Eu não ligo para nada disso, e você sabe!" ela puxou sua camisa, o forçando a olhar para ela. Eu amo você. Quero que você faça parte da minha familia. Nada disso faz sentido. Você esta com medo? É isso? Você esta com medo do peso do nome da minha familia?"
Ele desviou seus olhos. "Vamos só dizer que não é um nome facil de se carregar."
Ela o chacoalhou. "Eu não acredito em você! Você não tem medo de nada! Você nunca desistiu!"
"Estou desistindo agora." Ele gentilmente saiu de perto de dela. "Eu realmente amo você. É por isso que estou fazendo isso. É para o melhor."
"Mas você não pode..." Lissa apontou para meu tumulo, mas ele ja estava indo embora. "Você não pode! Ela se foi. Se você se for também, não haverá ninguém..."
Mas Christian tinha ido embora, desaparecendo numa névoa que não estava la há alguns minutos. Lissa tinha sido deixada somente com minha lápide para fazer companhia. E pela primeira vezem sua vida, ela estava real e verdadeiramente sozinha. Ela tinha sido deixada zosinha quando sua familia morreu,mas eu tinha sido sua ancora, sempre em suas costas, a protegendo. Quando Christian tinha vindo, ele também tinha mandado a solidão para longe, enchendo seu coração com amor.
Mas agora...agora nós dois tinhamos ido embora. Sua familia tinha ido. O buraco dentro dela ameaçando a engolir, e era mais do que a perda do laço. Ficar sozinha é uma terrivel, terrivel coisa. Não há ninguém para te socorrer, ninguém para se confiar, ninguém que se importa com o que acontece com você. Ela tinha estado sozinha na floresta, mas não era nada como isso. Realmente nada a ver.
Olhando em volta, ela desejou afundar no meu tumulo, e acabar com seu tormento. Não...espere. Ela realmente podia acabar com isso. Diga 'pare', tinha dito a mulher. Era só isso que precisava para acabar com essa dor. Isso era um sonho de espirito, certo? Verdade, esse era mais o mais realistico que ela ja tinha enfrentado, mas no final, todos os sonhos acabavam. Umapalavra, e isso se tornaria um pesadelo que acabaria.
Olhando em volta da Corte agora vazia, ela quase disse a palavra. Mas...ela queria acabar com isso? Ela prometeu passar por essas provas. Ela iria desistir por causa de um sonho? Um sonho sobre estar sozinha? Isso parecia uma coisa pequena, mas essa verdade gelada a atingiu o rosto: Eu nunca estive sozinha. Ela não sabia se podia se se virar sozinha, mas então, ela percebeu que se isso não fosse um sonho - e, Santo Deus, parecia real - não uma magica que "parasse" a vida. Se ela não pudesse lidar com a solidão num sonho, era nunca seria capaz de o fazer na vida real. E por mais que isso a assustasse, ela decidiu que não daria para trás nisso. Alguma coisa a impeliu pela névoa, e ela andou entre ela - sozinha.
Anévoa deveria ter a levado para o jardim da Igreja. Em vez disso, o mundo se rematerializou a ela se encontrou numa sessão do Conselho. Era uma aberta, com uma audiencia Moroi assistindo. Diferente do usual, ela não estava sentada com a audiencia. Ela estava na mesa do Conselho, com suas treze cadeiras. Ela estava sentada na carteira dos Dragomirs. A cadeira do meio, a cadeira do Monarca, estava ocupada pela Ariana Szelsky. Definitivamente um sonho, alguma parte irônica dela pensou. Ela tinha um lugar no Conselho e Ariana era a Rainha. Bom demais para ser verdade.
Como sempre, o Conselho estava num acalorado debate, e o tópico era familiar: o decreto da idade. Alguns membros do Conselho disseram que era imoral. Outros diziam que a ameaça Strigoi era muito grande. Tempos desesperados pediam ações desesperadas, aquelas pessoas diziam.
Ariana olhou para baixo na mesa para Lissa. "O que a familia Dragomir pensa?" Ariana não estava sendo tão gentil quanto foi na van nem tão hostil quanto Tatiana tinha sido. Ariana era neutra, uma Rainha administrando um Conselho e pegando a informação de que precisava. Todos os olhos na sala se viraram e pararam em Lissa.
Por alguma razão, toda idéia coerente saiu de sua mente. Sualingua parecia densa em sua boca. Oque ela acahava? Qual era sua opinião sobre o decreto da idade? Ela desesperadamente tentava desenterrar uma resposta.
"Eu..eu acho que é ruim."
Lee Szelsky, que deve ter pego o lugar da familia quando Ariana se tornou rainha, bufou em desgosto. “Você poderia explicar, princesa?”
Lissa engoliu em seco. “Diminuir a idade dos guardiões não é um jeito de nos proteger. Precisamos... precisamos aprender a nos proteger, também.”
As palavras dela foram recebidas com mais desdém e choque. “Por favor diga,” disse Howard Zeklos, “como você planeja fazer isso? Qual é sua proposta? Treinamento obrigatório para todas as idades? Começar um programa nas escolas?”
Novamente Lissa procurou pelas palavras. Qual era o plano? Ela e Tasha tinham discutido isso muitas vezes, fazendo estratégias sobre esse problema de como implementar o treino. Tasha tinha praticamente grudado esses detalhes na cabeça dela na esperança de que Lissa pudesse se fazer ouvir. Cá estava ela agora, representando sua familia no Conselho, com a chance de mudar as coisas e melhorar a vida Moroi. Tudo o que ela tinha que fazer era se explicar. Tantos estavam contando com ela, tantos estavam esperando para ouvir essas palavras pelas quais ela se sentia tão passional. Mas quais eram elas? Por que Lissa não podia se lembrar? Ela deveria ter demorado muito para responder porque Howard levantou sua mão em desgosto.
“Eu sabia. Nós fomos idiotas em deixar essa garotinha participar desse Conselho. Ela não tem nada de útil a oferecer. Os Dragomirs se foram. Eles morreram com ela, e precisamos aceitar isso.”
Eles morreram com ela. A pressão de ser a última de sua linhagem tem pesado sobre Lisa desde o momento em que o doutor disse que seus pais e irmão tinham morrido. A ultima de uma linhagem que tinha dado mais poder aos Moroi e produzido alguns dos maiores reis e rainhas. Ela tinha jurado a si mesma de novo e de novo que ela não desapontaria sua linhagem, que ela veria o orgulho de sua familia recuperado. E agora isso estava indo à baixo.
Até mesmo Ariana, de quem Lissa considerava ter apoio, parecia desapontada. A audiência começou a zombar, ecoando o chamado de remover esta chamada criança do Conselho. Eles gritaram para ela se retirar. O pior, ainda: “O dragão está morto! O dragão está morto!”
Lissa quase tentou fazer outro discurso, mas estão algo a fez olhar pra trás. Ali, os selos das dozes familias estavam pendurados. Um homem apareceu do nada e estava tirando o elmo do dragão e a inscrição da Romênia. O coração da Lissa afundou enquanto os gritos na sala se tornavam mais altos e sua humilhação aumentava. Ela se levantou, querendo correr dali e se esconder da desgraça. Ao invés disso, seus pés a levaram para a parede com os selos. Com mais força do que ela esperava ter, ela arrancou o selo do dragão do homem.
“Não” Ela gritou. Virou seu olhar para a audiência e segurou o selo, desafiando qualquer um deles a ir e tirá-lo dela ou negar seu lugar de direito no Conselho. “Isso. É. Meu. Vocês me ouviram? Isso é meu!”
Ela nunca saberia se eles ouviram porque eles sumiram, assim como o cemitério. O silêncio caiu. Ela agora estava sentada em uma das salas para exames na St. Vladimir. Os detalhes familiares eram estranhamente reconfortantes: a mesa com seu sabonete laranja de mãos, armários e gavetas nitidamente marcados, e até mesmo os posteres com informativos de saúde nas paredes. ESTUDANTES: PRATIQUEM SEXO SEGURO!
Igualmente bem vinda era a médica residente da escola: Dr. Olendzki. A doutora não estava sozinha. Ao redor de Lissa – que estava sentada na ponta da cama de exame – estava uma terapeuta chamada Deidre e... eu. Vendo-me ali era bem excêntrico, mas depois do funeral, eu estava começando a aceitar tudo isso.
Um surpreso misto de sentimentos passou pelo rosto de Lissa, sentimentos fora de seu controle. Felicidade por nos ver. Desespero pela vida. Confusão. Desconfiança. Ela não parecia poder se prender a um único sentimento ou pensamento. Era um sentimento muito diferente do Conselho, quando ela apenas não pôde se explicar. Sua mente estava ordenada – ela apenas se perdeu. Ali, não havia nenhuma pista. Ela estava uma bagunça mental.
“Você entende?” perguntou Dr. Olendzki. Lissa suspeitou que a doutora já havia feito essa pergunta. “Está além do que podemos controlar. Medicação já não funciona.”
“Acredite em mim, nós te queremos se ferindo. Mas agora que outros estão correndo risco... bem, você entende porque nós temos que fazer algo.” Essa era Deirdre. Eu sempre pensei nela como uma convencida, particularmente desde que seu método terapeutico envolvia responder perguntas com perguntas. Não havia humor astuto agora. Deidre estava muito séria.
Nenhuma daquelas palavras fez sentido pra Lissa, mas a parte de não se machucar acordou algo nela. Ela olhou para seus braços. Eles estavam descobertos... e cobertos de cortes. Os cortes que ela costumava fazer quando a pressão do espirito ficava muito grande. Eles haviam sido sua unica saída, um horrivel tipo de libertação. Estudando-os agora, Lissa viu que os cortes eram maiores e mais fundos do que antes. Os tipos de cortes que combinavam com suicídio.
“Quem... quem eu machuquei?”
“Você não se lembra?” perguntou Dr. Olendxki.
Lissa negou com a cabeça, parecendo completamente desesperada, procurando por respostas. Seu olhar caiu em mim, e meu rosto estava tão escuro e sombrio quanto o de Deirdre. “Está tudo bem, Liss,” eu disse. “Tudo vai ficar bem.”
Não estava surpresa com isso. Naturalmente, isso era tudo o que eu diria. Eu sempre tranquilizaria Lissa. Eu sempre tomaria conta dela.
“Não importa,” disse Deirdre, a voz suave e verdadeira. “O que importa é que ninguém mais se machuqye. Você não quer machucar alguém, quer?”
É claro que Lissa não queria, mas sua mente estava confusa. “Não fale comigo como se eu fosse uma criança!” A altura de sua voz preencheu a sala.
“Eu não tive a intenção,” disse Deirdre, a modelo de paciência. “Nós só queremos te ajudar. Queremos que fique segura.”
Paranoia cresceu e ficou em primeiro lugar nas emoções de Lissa. Nenhum lugar era seguro. Ela estava certa sobre isso... e nada mais. Exceto talvez alto sobre um sonho. Um sonho, um sonho...
“Eles serão capazes e cuidar de você em Tarasov,” explicou Dr. Olendzki. “Eles vão se assegurar de que você está confortável.”
“Tarasov?” Lissa e eu falamos em uníssonoo. Essa outra Rose cerrou os punhos e encarou. Novamente, uma reação tipica de mim.
“Ela não vai para aquele lugar,” rosnou Rose.
“Você acha que queremos fazer isso?” perguntou Deirdre. Era a primeira vez que vi sua máscara fria desmoronar. “Não queremos. Mas o espirito... o que está fazendo... não temos escolha...”
Imagens de nossa viagem à Tarasov passou pela mente de Lissa. Os corredores tão frios. Os gemidos. As pequenas celas. Ela se lembrou de ver a ala psiquiátrica, a seção em que os outros usuários de espírito eram trancados. Trancados indefinidamente.
“Não!” ela gritou, pulando da mesa. “Não me mande para Tarasov!” ela procurou ao redor por uma saída. A mulher ficou entre ela e a porta. Lissa não podia correr. Que mágica ela poderia usar? Certamente havia algo. Sua mente tocou o espírito, enquanto ela procurava por um feitiço.
Outra-Rose segurou sua mão, provavelmente porque sentiu o espírito e queria pará-la. “Existe outro meio,” meu alter ego disse a Deirdre e Dr. Olendzki. “Eu posso tirar isso dela. Posso tirar tudo isso dela, como Anna fez com St. Vladimir. Eu posso tirar a escuridão e instabilidade. Lissa ficará sã novamente.”
Todos olharam para mim. Bem, para o outro eu.
“Mas então estará em você, certo?” perguntou Dr. Olendzki. “Não vai desaparecer.”
“Não ligo,” eu disse teimosamente. “Irei para Tarasov. Não a mandem. Posso fazer isso enquanto ela precisar.”
Lissa me assistia, mal acreditando no que ouvia. Seus pensamentos caóticos se tornaram alegres. Eba! Saída. Ela não ficaria louca. Ela não iria para Tarasov. Então, em algum lugar na confusão de suas memórias...
“Anna se suicidou,” murmurou Lissa. Sua compreensão da realidade ainda era tênua, mas aquele pensamento sóbrio foi o bastante para momentaneamente acalmar sua mente acelerada. “Ela ficou louca por ajudar St. Vladimir.”
Meu outro eu se recusou a olhar para Lissa. “É apenas uma história. Tomarei conta de escuridão. Mande-me.”
Lissa não sabia o que fazer ou falar. Ela não queria ir para Tarasov. Aquele prisão lhe dava pesadelos. E cá estava eu, oferecendo-a um saída, oferecendo-me para salvar sua vida como sempre. Lissa queria aquilo. Ela queria ser salva. Ela não queria ficar louca como todos os outros usuários de espírito. Se ela aceitasse a oferta, seria livre.
Ainda... na beira do sim ou não, ela ligava muito pra mim. Eu tinha feito muitos sacrifícios por ela. Como ela poderia me deixar fazer isso? Que tipo de amiga ela seria, condenando-me àquela vida? Tarasov assustava a Lissa. Uma vida numa jaula assustava Lissa. Mas eu encarando aquilo a assustava ainda mais.
Não havia bons resultados aqui. Ela queria que tudo pudesse simplesmente ir embora. Talvez se ela apenas fechasse os olhos... espera. Ela se lembrou novamente. O sonho. Ela estava num sonho de espírito. Tudo o que ela precisava era acordar.
Dizer “pare.”
Foi mais fácil dessa vez. Dizer aquela palavra foi uma saída simples, a solução perfeita. Nada de Tarasov para nenhuma de nós, certo? Então, ela sentiu uma leve pressão em sua mente, um silêncio daqueles sentimentos caóticos. Seus olhos se ampliaram quando ela percebeu que eu já tinha começado a sugar a escuridão. “Pare” foi esquecido.
“Não!” Espírito queimava dentro dela, e ela colocou uma parede no laço, bloqueando-me dela.
“O que você está fazendo?” meu outro eu perguntou.
“Salvando você,” disse Lissa. “Salvando a mim mesma.” Ela se virou para Dr. Olendzki e Deirdre. “Eu entendo o que vocês têm que fazer. Está tudo bem. Levem-me para Tarasov. Levem-me para onde eu não for machucar mais alguém.” Tarasov. Um lugar onde verdadeiros pesadelos andavam nos corredores. Ela se abraçou enquanto o escritório sumia, pronta para a próxima parte do sonho: uma fria cela de pedra, com correntes nas paredes e pessoas gemendo nos corredores...
Mas quanto o mundo se recompôs, não havia mais Tarasov. Havia uma sala vazia com uma velha e um cálica prateado. Lissa olhou ao seu redor. Seu coração estava acelerado, e seu senso de tempo não estava funcionando. As coisas que ela viu duraram uma eternidade. Ainda, simultaneamente, parecia que apenas alguns segundos tinham se passado desde que ela e a velha tinham conversado.
“O que... o que foi isso?” perguntou Lissa. Sua boca estava seca, e a água soava boa agora... mas o cálice estava vazio.
“Seu medo,” disse a velha, olhos brilhando. “Todos os seus medos, ordenadamente dispostos em uma fileira.”
Lissa colocou o cálice na mesa com as mãos tremendo. “Foi terrível. Era o espírito, mas... mas não era como qualquer outra coisa que eu tenha visto antes. Invadiu minha mente. Foi tão real. Houve momentos em que achei que fosse real.”
“Mas você não parou.”
Lissa franziu o cenho, pensando em quão perto ela tinha ido. “Não.”
A velha sorriu e nada disse.
“Eu... terminei?” perguntou Lissa, confusa. “Posso ir?”
A velha assentiu. Lissa ficou de pé e olhou entre as duas portas, a que ela entrou e a comum no fundo. Ainda em choque, Lissa automaticamente se virou na direção da porta pela qual ela entrou. Ela realmente não queria ver aquelas pessoas alinhadas no corredor novamente, mas jurou que colocaria uma expressão de boa princesa. Além do mais, havia apenas uma fração aqui comparada ao grupo que a cumprimentou no último teste. Seus passos eram hesitantes quem a velha falou novamente e apontou para o fundo da sala.
“Não. Essa é para os que falham. Você vai por essa porta.”
Lissa se virou e se aproximou da porta comum. Parecia que levava ao ar livre, o que provavelmente era bom. Paz e silêncio. Ela sentiu como se devesse dizer algo para sua companhia, mas não sabia o quê. Então, ela simplesmente girou a maçaneta e andou para fora...
Para a multidão que torcia pelo dragão.
Capitulo traduzido por Nah, Finti e Mandy.